sexta-feira, 9 de setembro de 2011


Eu gostava muito de todos os meus amigos.
Tínhamos um grupo de amigos mais próximos em que a união fazia a força.
Foram tempos de grandes gargalhadas e de muitas paixões, as primeiras paixões.
Entre todos os nossos amigos nós éramos os únicos no grupo que não éramos amigos, não éramos namorados, confidentes, bons colegas.
Nós éramos inimigos, por vezes amantes ou simplesmente amigos coloridos.
Ninguém percebia o porquê de toda a gente ser amiga e nós nos darmos tão mal e ao mesmo tempo tão bem.
Nem nós.
Acho que o facto de nos darmos mal servia para disfarçar o porquê de ás vezes nos darmos tão bem.
Passamos dias e dias a discutir, dias e dias abraçados mas, afinal não éramos nada.
Queríamos resistir e ocultar o amor entre nós e para o fazer inconscientemente discutíamos e discordávamos de tudo e de nada, chegamos a dizer que nos ódiavamos.
Mas, em certos momentos não dava para resistir e aí, envolviamo-nos como amantes.
Nessa altura, estávamos juntos, éramos da mesma turma, do mesmo grupo, do mesmo ano e com um ano de diferença de idade.
Desejavamos estar afastados para podermos esquecer tudo, esquecer um do outro.
A distancia talvez resultasse.
esse dia chegou, o dia em que abandonaste a nossa turma, a nossa escola, o nosso grupo.
Eu queria esquecer, mas ao mesmo tempo continuava a querer saber de ti.
Tu, tu não sei, não nos falamos, mal nos vemos.
Mas mesmo assim, quando passamos um pelo outro o olhar mantem-se.
E o cheiro do teu perfume que eu tanto adoro ainda mexe comigo, porque quando estavamos juntos, as minhas coisas ficavam com esse cheiro cravado e eu, chegava a casa e chorava cheirando o teu perfume.
Nós dois não passavamos de uma espécie de refugio que quando juntos esqueciamos tudo e todos.
Todo esse tempo que estivemos juntos foi aproveitado insconscientemente e nesse tempo sempre quis me afastar de ti.
Eu nunca admiti nada, era dificil, eu nao tinha a certeza do que iria sair dali.
Até hoje, tu não sabes o que senti por ti.
E agora, queria poder voltar aqueles tempos, aos bons velhos tempos em que tudo para nós era um nada e agora esse nada para mim é um tudo que ainda resta do passado.
Sabes uma coisa?
Eramos felizes e não sabiamos.

Sem comentários:

Enviar um comentário